Banda Djavú e Dj Juninho Portugal:
a mistura que deu certo
Eles misturaram diferentes ritmos e são considerados o novo fenômeno do Brasil. O som que agrada e contagia o público vem do Tecno Melody
O nome foi inspirado em um filme e vem da expressão francesa déjà vu, que traduzindo quer dizer “já visto”. Em miúdos, é uma reação psicológica que faz sentir estranhamente, ainda que seja a primeira vez, que já esteve naquele mesmo lugar, viveu aquele exato momento e ouviu aquele som. Opa... Aquele som? Reações psicológicas à parte, uma coisa é certa, o fenômeno que surge no Brasil conhecido como Banda Djavú e Dj Juninho Portugal tem um som inconfundível e batidas tão eletrizantes que com apenas alguns meses de estrada e um CD, a banda coleciona hits estourados nos quatro cantos do país.
A explicação de tanto sucesso está justamente no som. É diferente!
No primeiro contato, a impressão é que Lá vem um batidão eletrônico. De repente o som se confunde com um forró, axé, calipso, enfim, uma mistura de melodias e ritmos que dão origem a um novo produto no mercado fonográfico: Tecno Melody- um estilo que há muito tempo já vem sendo tocado em Belém do Pára e só agora ganha expressão, em forma de movimento musical no país.
O diferencial já começa desde a composição da banda. Guitarra, baixo, som de sanfona e uma pick-up. Isto mesmo, no meio do palco, quem libera as saídas de som é uma pick-up sob o comando do Dj Juninho Portugal.
Brasileiro, porém, português de coração (onde viveu por alguns anos), Junhinho aproveitou seu tempo na Europa para estudar novos ritmos e tendências. Seu figurino nas apresentações (estilo Pedro Álvares Cabral) é uma forma de homenagear os dois países, o que garante mais originalidade em sua performace. As batidas são bem marcadas e entregues no tempo e sincronismo exatos para os cantores.
Entre uma música e outra, oito bailarinas dividem o palco com os vocalistas Geandson Rios e Nadila.
Ele, Geandson Rios, mentor do nome e da formação da banda, é dono de um swing baiano e interpretação de tirar o fôlego no palco. Bom de dança, ele não pára e nem deixa o público parado. Sua “Dança do Bingulim” tem virado mania no meio da moçada.
Ela, Nadila, é dona de uma potente voz que, somada a alguns efeitos técnicos, se transforma em um verdadeiro furacão que dá o tom e a pegada da Djavú. Como uma boa vocalista sabe o tempero exato para delirar o público. A expressão “É Show” se tornou jargão e marca carimbada da cantora.
O sucesso está na boca do povo e também nos capôs dos carros: “Me Libera”, “Rubi”, “Atração Pitbull”, “Maciota Light”, “Soca Soca”, além da canção “Nave do Amor” que faz parte da trilha sonora da novela “Bela, a Feia” da Rede Record.
O trio Tecno Melody tem feito varios shows por semana e garantem que em cada apresentação eles têm um déjà vu diferente.
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